A indagação sobre o fator proatividade é bastante relevante, tendo em conta os estudos sobre comportamento organizacional em sociedades empresárias, bem como nas mais variadas entidades [1].
Avaliações e posicionamentos sobre programas de conformidade relativos à proteção de dados pessoais trazem à tona todo um cenário de ponderações e cobranças arquitetado por diversos interessados (stakeholders), com impacto abrangente e amplo no exercício diuturno das atividades econômicas.
A implantação de um programa, política ou processo(framework) destinados a conformidade não se efetiva de maneira estática, mas sim de forma dinâmica, continuada; essencial e primordialmente.
Não se deve resumir proatividade como característica exclusiva apenas da figura do encarregado, do controlador, do operador ou de quem estiver em cargos de elevada hierarquia. Proatividade por parte tanto da ampla gama dos decisores, quanto dos funcionários treinados de uma empresa, bem se diga, é fator-chave antes, durante e depois da implementação de um frutífero programa de proteção de dados pessoais [2].
[1] “[…] quando os objetivos proativos dos indivíduos são baseados na internalização dos valores organizacionais, eles estão alinhados com os objetivos organizacionais e contribuem para a eficácia organizacional.” (STRAUSS, Parker. Effective and sustained proactivity in the workplace. In: GAGNÉ, Marylène. (org.). The Oxford Handbook of Work Engagement, Motivation and Self-determination theory. Oxford: Oxford University Press, 2014. p. 64, tradução do inglês)
[2] “Proativo ou reativo? Geralmente é menos arriscado, mais fácil e menos custoso adotar medidas proativas para evitar um problema do que lidar com uma ação judicial, uma investigação ou uma campanha negativa na imprensa.” (DETERMANN, Lothar. Determann’s Field Guide to Data Privacy Law: International Corporate Compliance. Cheltenham: Edward Elgar, 2022. p. 17, tradução do inglês)
Escrito por Otávio Henrique, Assistente de Compliance I.